A importância da hidratação para quem pratica ciclismo

Atualizado: 5 de Out de 2020

A prática da hidratação é de fundamental importância para a manutenção da saúde e da qualidade de vida.


O maior componente do organismo humano, representando cerca de 60% do peso corporal de um adulto saudável, a água é responsável pela conservação da homeostase do corpo, garantindo a eficiência de diversas reações químicas que acontecem no organismo.


Mesmo estando parado, o corpo humano pode sofrer uma perda de 50 ml de água a cada hora. Em uma atividade simples, como uma pedalada leve, por exemplo, essa perda pode ser dez vezes superior. Portanto, a hidratação torna- se ainda mais importante para repor a reserva líquida gasta durante uma atividade física, seja de qual tipo e intensidade ela for.


A hidratação no ciclismo


Na prática do ciclismo, preservar o corpo hidratado permite que o desempenho do atleta seja otimizado, reduzindo ou até retardando os efeitos da desidratação.


Órgãos como o cérebro, o fígado e o músculo, que apresentam as maiores proporções de água no organismo, são os mais sensíveis à desidratação.


Como consequência, o aparecimento de fadigas musculares, cãibras, esgotamento e perda de sentidos costumam ser mais frequentes se o corpo não for hidratado corretamente durante a atividade.




Os efeitos da desidratação


Um corpo desidratado sobrecarrega o coração, os pulmões e o sistema circulatório, que passam a ser submetidos a um esforço excessivo.


Com o coração tendo que trabalhar com mais força para realizar o bombeamento do sangue para todo o corpo, o desenvolvimento do exercício é dificultado sensivelmente. Isso acontece porque na mesma proporção em que é reduzido o volume de sangue, ocorre uma elevação da temperatura corporal, bem como da frequência cardíaca.


Logo, a desidratação provoca diretamente uma redução na obtenção de energia aeróbica pelo músculo, além de impedir o transporte do ácido lático para longe do músculo e diminuição da força.


A influência do clima


Em dias quentes, sobretudo no verão, é preciso redobrar a atenção com a hidratação. Nesse período já é comum que o organismo perca mais líquidos, independente da realização de atividades físicas, como o ciclismo.


Para que os problemas causados pelo calor possam ser minimizados, pode ser interessante que o atleta realize os seus treinos em horários extremos do dia, até às 10h e após as 16h, por exemplo. A hidratação deve ser frequente e regular durante todo o treinamento.


Uma boa reidratação


Reidratar-se de maneira eficaz passa pela ingestão de água e sais (cloro, sódio, potássio, magnésio e cálcio) em quantidades regulares antes, durante e depois da pedalada.

Para atividades físicas de baixa ou de média intensidade, com uma duração de 60 minutos, a ingestão apenas de água já é satisfatória.


A reposição hídrica deve ocorrer nos primeiros 15 minutos da pedalada e seguir em uma rotina de 15-20 minutos de atividade.


Pedaladas que superem os 60 minutos de duração, podendo chegar a até 3h, exigem a ingestão de soluções carboidratadas para a reposição de água, eletrólitos e carboidratos no corpo.


Se a pedalada superar às 3h de duração, há a necessidade de um consumo de 500 a 1000 ml/h de líquidos. Essa reposição, que pode ser por meio de água, bebidas isotônicas e gel energético, previne a desidratação, além de melhorar a performance.


Alternativas de hidratação


Em situações onde não for possível o consumo de bebidas isotônicas, uma opção natural que pode ser buscada é a água de coco.


A ingestão de água natural em combinação com sal natural proporciona a reposição de glicose e minerais. Também possibilitam essa reposição a ingestão de colheres de sopa de açúcar mascavo, rapadura, mel ou melado de cana.


Todas essas opções, se diluídas em água, funcionam positivamente no processo.


16 visualizações0 comentário